Taller 1 - Mozzer y Reis

EaD NA FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR GRANBERYENSE: CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

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LUCIENE DOMENICI MOZZER1

Instituto Metodista Granbery

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TEREZINHA EURÍDICE S.L. REIS2

Instituto Metodista Granbery

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RESUMO

No presente artigo, propomos descrever os impactos da tecnologia no cotidiano escolar. Destacamos panorama geral da EaD, relevância da formação continuada do professor, bem como o perfil do profissional do colégio Metodista Granbery e a trajetória de formação continuada dos docentes do colégio Metodista Granbery na EaD

PALAVRAS CHAVES: EaD, formação, professor, tecnologia.

ABSTRACT

In this article, we describe the impact of technology in the classroom. Featuring overview of distance education, continuing relevance of teacher training and the professional profile of the college Methodist Granbery and trajectory of continuous training of teachers of the college at Methodist Granbery

KEYWORDS: Distance Education, training, teacher, technology.

1 Supervisora Pedagógica Tecnologia Educacional do Instituto Metodista Granbery

2 Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental 1ª fase do Instituto Metodista Granbery

TECNOLOGIA NO COTIDIANO ESCOLAR DO SÉC XXI

“Crescei imperceptivelmente como a árvore”

(autor Granberyense – 1910)

A compreensão sobre tempos modernos tem sido alvo de inúmeros estudiosos de áreas do conhecimento afins. Vale ressaltar que mudanças vertiginosas estão acontecendo, o mundo está se transformando, novas descobertas acontecem a cada instante, principalmente na área da Tecnologia Educacional.

Em 1998, Jacques Delors, afirmou que a principal conseqüência da sociedade do conhecimento é uma aprendizagem ao longo da vida, fundada em quatro pilares que são ao mesmo tempo baseadas no conhecimento e na formação continuada. São os pilares do “aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser.” Pilares, esses que podem ser tomados também como bússola para nos orientar rumo ao futuro da educação.

As escolas não podem deixar de incorporar as novas transformações, pois estas propiciam a intervenção e sistematização dos recursos pedagógicos.

De acordo com LEVY (1994),

“Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das comunicações e das tecnologias educacionais. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturadas por uma tecnologia cada vez mais avançada.”

Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por Arrudas (2005) como relevantes no processo de ensino aprendizagem. O primeiro se refere às possibilidades que as Tecnologias

Educacionais oferecem na prática docente. O segundo fator é o descompasso do domínio da nova linguagem frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.

Por esta razão é necessário que o professor esteja em constante aperfeiçoamento, de forma a atender as exigências do seu público.

Para Moran, (2000) “a educação será cada vez mais complexa, exigindo a necessidade da aprendizagem contínua”. A aprendizagem acontecerá cada vez mais ao longo da vida, de forma seguida, mais inclusiva, incorporando dimensões antes menos integradas ou visíveis como as Competências intelectuais, afetivas e éticas.

As Tic’s criaram novos espaços do conhecimento, outras oportunidades de aprendizagem surgiram para os educadores. Um espaço potencializado, permitindo maior democratização da informação e do conhecimento. Este, por sua vez, é considerado a grande capital da humanidade. Ele é básico para sobrevivência de todos, por isso deve estar disponibilizado a todos.

A educação ocupará espaços presenciais virtuais e profissionais, pois o professor sairá da figura de centro da informação para incorporar novos papéis como mediador, facilitador, gestor, enquanto que o aluno sairá do papel individual par incorporar o conceito de aprendizagem colaborativa, de que aprendemos também juntos.

Dentro dessa perspectiva, Freire (2003) fala que: ”o ensinar inexiste sem aprender e vice-versa. Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção.”

Estar inserido no mundo tecnológico é um grande desafio, pois não basta conhecer a tecnologia, é preciso saber utilizá-la de forma eficiente. Há um longo caminho a percorrer para atingirmos os objetivos que desejamos dentro do processo educacional e para isso é necessário que haja mudanças em todas as instâncias educacionais

O CONTEXTO EDUCACIONAL DA EAD

Com o surgimento da EAD, os papéis do professor se multiplicam, diferenciam e complementam, exigindo uma grande capacidade de adaptação, criatividade diante de novas situações, propostas e atividades.

Segundo Pretti, 2005:

A EAD, não deve ser simplesmente confundida com o instrumental, com as tecnologias a que recorre. Deve se compreendida como uma prática educativa situada e mediatizada; uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento. É, portanto, uma alternativa pedagógica que se coloca ao educador que tem uma prática fundamentada em uma racionalidade ética, solidária e compromissada com as mudanças sociais.

Nessa perspectiva , professores estão sendo levados a refletirem suas práticas em prol de melhor adaptação e qualidade do processo ensino- aprendizagem.

O fato de um curso ser a distância impõe a necessidade de se criar leitores críticos, capazes de (re) ler e (re) interpretar a sua própria realidade. Por isso, a formação docente deve ser pensada, no processo educativo a distância, sobretudo como uma formação de sua própria prática pedagógica, cumprindo seu papel da busca contínua pelo conhecimento, cuja reflexão está estreitamente vinculada às práticas sociais, instituídas nas atividades de cada um em seus diferentes contextos.

Atualmente, o professor, aos poucos, está deixando sua posição tradicional de transmissor de conhecimento para se transformar num organizador, orientador e facilitador do processo de aprendizagem do aluno. Isto é, um gestor de informações, onde o aluno poderá ter acesso as mais diferentes formas e vias de aprendizagem, sendo a EAD, sua principal ferramenta.

A EAD tem sido apontada como a solução para as carências educacionais, transformando o educador no mediador das informações. Mas, cabe a educação propiciar ao educando, a aquisição de consciência crítica, participativa e questionadora.

Para isso, a relação entre o educador e o educando deverá ser de trocas e interação, tendo como meta o crescimento em conjunto, porém de aprendizados individualizados.

O aluno passa a ser sujeito de sua própria aprendizagem, desafiando novos paradigmas de ensino centrado no professor, passando a desenvolver-se em ambientes colaborativos e de crescimento mútuo, tornando-se um aprendiz autônomo. Mas, para o aluno obter sucesso nessa modalidade de ensino é preciso, em grande parte, de motivação e de condições apropriadas de estudo.

Em 1999, SCHWEZ, afirma que:

O professor tem de ter a capacidade e o Dom de provocar atitudes sobre os conteúdos de ensino e sobre o próprio aprendizado, por meio de uma comunicação motivadora. Deve dar condições ao aluno para que este ao sair da influência exercida, tenha atitudes tão favoráveis quanto possíveis baseando-se num comportamento visível e positivo.

A aprendizagem autônoma facilita e engrandece o processo de aprendizagem, pois só aprendemos o que desejamos. Os erros são contribuições preciosas para agregarem aos novos conhecimentos e, através de descobertas, os alunos identificam seus erros e são conduzidos de forma prazerosa aos acertos e ao crescimento de novas aprendizagens.

Para Moran (2000), “caminhamos para uma flexibilidade forte de cursos, tempos, espaços, gerenciamento, interação, metodologias, tecnologias, avaliação.” È importante que os núcleos de EAD das universidades se aproximem dos departamentos e grupos de professores interessados em flexibilizar suas aulas,saindo do seu isolamento e, conseqüentemente, facilitando o trânsito entre o presencial e o virtual.”

OS REFERENCIAIS PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

È necessário levar questionamentos às praticas educacionais, procurando mediar à educação não somente em seus aspectos externos, mas em seus processos, métodos, práticas, conteúdo e resultados reais obtidos.

Alguns autores criticam que, embora os discursos oficiais falem de um novo professor para uma escola nova, a realidade é subestimada por muitos, pois as circunstâncias do trabalho escolar não são enfrentadas na tentativa de superar desigualdades, as precariedades nas condições materiais e humanas.

Segundo Nôvoa (1995) no contexto das reformas se “faz necessário colocar a profissão docente e a formação de professores no primeiro plano das preocupações educativas”. Existe uma expectativa quanto à postura do professor, pois este se encontra muito mais passivo do que ativo, em relação à busca da construção do planejamento do seu trabalho, pois a atividade docente passou a ser valorizada mais pelo aspecto técnico do que os de criação, marcando a atividade educacional como trabalho que envolve processos de especialização e de divisão de trabalho.

No documento de Referencias para a Formação de Professores – RFP (MEC/SEF, 1999):

Esse processo ainda que contínuo é marcado por momentos significativos que poderão ser potencializados e sinalizar tanto para os professores quanto para a sociedade o aperfeiçoamento e os ganhos em competência que os professores vão tendo ao longo de sua vivência profissional. Há marcadamente um período em que atuam como professores iniciantes e outros como professores experientes.

Esse processo é longo e contínuo, cabendo ao professor identificar melhor as suas necessidades de formação e concentrar esforços necessários para realizar sua parcela de investimento no próprio desenvolvimento profissional, contribuindo assim, para uma melhoria na educação brasileira.

Sendo assim, é preciso que o professor tenha consciência do seu papel quanto educador e da importância em acompanhar o aluno no seu desenvolvimento e que, para isso é preciso estar constantemente em aprendizagem. A formação continuada tem como um dos objetivos propor novas metodologias de aprendizagem, colocando os profissionais em contato com os tema atuais da educação, visando uma reflexão profunda, contribuindo para as mudanças e melhorias da ação pedagógica.

Com isso, Nóvoa (1992), evidencia que o cotidiano escolar é extremamente complexo, uma vez que impõe ao professor questões para as quais não existem respostas a priori. Portanto, diante destes desafios, são necessários competências e saberes construídos ao longo do tempo, na escola, no diálogo com os colegas, na busca do conhecimento. Contudo, a formação do professor deve ir além da freqüência a cursos, uma vez que resulta, também, da reflexão sobre as práticas e da construção permanente de sua vida profissional. A formação inicial, embora importante, deve ser encarada como um passo inicial no processo de formação profissional, devendo possibilitar a construção de uma consciência reflexiva, que estimule a autoformação ao longo da vida.

De acordo com o autor acima citado, há três dimensões essenciais na formação docente: produzir a vida do professor; produzir a profissão docente e produzir a escola. Em outras palavras, a formação docente envolve a autoformação, enquanto profissional que reelabora constantemente seus saberes na prática, confrontando suas experiências cotidianas e a formação desenvolvida no ambiente de trabalho.

Paulo Freire, no seu livro Pedagogia da Autonomia (1997), aponta alguns “saberes necessários à prática educativa”, ou algumas exigências necessárias a quem ensina: rigorosidade metódica, pesquisa, respeito aos saberes dos educandos, criticidade, estética e ética, corporeificação das palavras pelo exemplo, risco, aceitação ao novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, reflexão crítica sobre a prática, reconhecimento e a assunção da identidade cultural. Segundo a linha do Professor Freire, é possível agir sobre os seres humanos no sentido de desenvolver-lhes a autonomia.

E preciso estar atento à formação do educador, pois este deve ter uma sólida base teórica em conhecimentos específicos das diferentes áreas e me conhecimentos específicos das áreas pedagógicas, tendo capacidade para pensar dentro de um campo científico, sabendo reconstruí-lo e apresenta-lo em diferentes contextos de aprendizagem.

Nos RFP (1999) as competências do professor são avaliadas não na forma diferente de se avaliar, mas como fazer isso. O documento sintetiza a concepção de avaliação de acordo com a citação abaixo:

As competências profissionais a serem construídas pelos professores em formação, de acordo com as presentes diretrizes, devem ser a referência de todos os tipos de avaliação e de todos os critérios usados para identificar e avaliar os aspectos relevantes.

Com o surgimento da modalidade de ensino a distância, o processo de formação continuada ficou mais acessível ao professor, proporcionando um ambiente colaborativo, rico de informações e conteúdo.

Um ambiente construtivista de aprendizagem a distancia, oferece uma série de recursos de informação e de comunicação que podem facilitar o processo reconstrutivo do professor, favorecendo a aprendizagem colaborativa.

NOVOS PAPEIS DO EDUCADOR E ALUNO

À medida que a aquisição do saber se torna mais e mais um processo de exposição a uma multiplicidade de oportunidades de aprendizagem, surge uma necessidade de reflexão sobre o real papel dos professores e alunos neste novo contexto.

Segundo Pretti, 2005:

“A EaD, não deve ser simplesmente confundida com o instrumental, com as tecnologias a que recorre. Deve ser compreendida como uma prática educativa situada e mediatizada; uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento. É, portanto, uma alternativa pedagógica que se coloca ao educador que tem uma prática fundamentada em uma racionalidade ética, solidária e compromissada com as mudanças sociais.”

Neste contexto, professores estão sendo levados a refletirem suas práticas em prol de melhor adaptação e qualidade do processo ensino-aprendizagem.

Educadores precisam assumir novos papéis na educação. O grande desafio é de preparar o professor para usar as tecnologias em prol da educação.

Neste contexto a EaD proporcionar ao educador uma nova forma de investir na sua formação continuada.

O grande desafio é inserir o educador neste contexto, pois não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores com visão emancipadora, transformando a informação em conhecimento e formando indivíduos críticos, capazes de buscar seu próprio conhecimento.

A tecnologia não vai substituir o professor, pelo contrário, seu papel passa a ser mais critico e complexo na sociedade de informação.

O professor e a escola tendem a se fortalecer como agentes de mudança no processo ensino-aprendizagem. É preciso então que as instituições de ensino, criem programas de desenvolvimento profissional docente, juntamente, com outras iniciativas que incorporem a tecnologia no contexto da sala de aula e na oferta de cursos de EaD.

Com o surgimento da EaD, os papéis do professor se multiplicam, diferenciam e complementam, exigindo uma grande capacidade de adaptação, criatividade diante de novas situações, propostas e atividades.

Segundo Pretti, 2005:

“A EaD, não deve ser simplesmente confundida com o instrumental, com as tecnologias a que recorre. Deve se compreendida como uma prática educativa situada e mediatizada; uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento. É, portanto, uma alternativa pedagógica que se coloca ao educador que tem uma prática fundamentada em uma racionalidade ética, solidária e compromissada com as mudanças sociais.

Nesse contexto, professores estão sendo levados a refletirem suas práticas em prol de melhor adaptação e qualidade do processo ensino-aprendizagem.

O fato de um curso ser a distância impõe a necessidade de se criar leitores críticos, capazes de (re) ler e (re) interpretar a sua própria realidade. Por isso a formação docente deve ser pensada, no processo educativo à distância, sobretudo como uma formação de sua própria prática pedagógica, cumprindo seu papel da busca contínua pelo conhecimento, cuja reflexão está estreitamente vinculada às práticas sociais, instituídas nas atividades de cada um em seus diferentes contextos.

Diante de todos estes aspectos, percebe-se que o professor é o agente fundamental de mudanças e interações, que precisam ser articuladas e entendidas, possibilitando que o conhecimento seja uma constante nesta relação de EaD.

Segundo Belloni,(2001), as funções dos professores, na modalidade de

EaD, são analisadas da seguinte forma:

Professor formador: orienta o estudo e a aprendizagem, corresponde a função pedagógica do professor no ensino presencial;

Professor pesquisador: pesquisa e se atualiza, refletindo sua prática pedagógica;

Professor Tutor: orienta seus alunos nos estudos de acordo com as disciplinas de sua responsabilidade;

Professor tecnológico educacional: responsável pela organização pedagógica dos conteúdos, adequação aos suportes técnicos;

Professor recurso: Apoio o tutor nas respostas e dúvidas durante a disciplina;

Professor monitor: Coordena e orienta os alunos nas atividades presenciais.

Diante das afirmações de Belloni, percebemos a complexidade da função docente da EaD, sendo elas pedagógica, tecnológica e didática.

Atualmente o professor, aos poucos, está deixando sua posição tradicional de transmissor de conhecimento para se transformar num organizador, orientador e facilitador no processo de aprendizagem do aluno, isto é um gestor de informações, onde o aluno poderá ter acesso as mais diferentes formas e vias de aprendizagem, sendo a EaD, sua principal ferramenta.

Para isso a relação entre o educador e o educando deverá ser de trocas e interação, tendo como meta o crescimento em conjunto, porém de aprendizados individualizados.

O aluno diante da EaD, passa a ser sujeito de sua própria aprendizagem, desafiando novos paradigmas de ensino centrado no professor, passando a desenvolver-se em ambientes colaborativos e de crescimento mútuo, tornando-se um aprendiz autônomo.

Para HAIDT (1994), “o educador deverá conceber alunos ativos, que formulam idéias, desenvolvendo conceitos e resolvendo problemas de sua vida através de suas atividades, construindo assim seu próprio conhecimento.”

A EaD proporciona ao aluno uma aprendizagem autônoma, pois as dimensões espaciais e temporais são diferentes da educação presencial, tornando o processo ensino/aprendizado rico em variáveis de aprendizagem.

A aprendizagem autônoma facilita e engrandece o processo de aprendizagem, pois só aprendemos o que desejamos. Os erros são contribuições preciosas para agregarem aos novos conhecimentos e, através de descobertas, os alunos identificam seus erros e são conduzidos de forma prazerosa aos acertos e ao crescimento de novas aprendizagens.

Esse poderia ser o caminho para o sucesso do ensino brasileiro. Trabalhar a autonomia do aprendiz independente da modalidade de ensino em que ele está inserido, proporcionando a formação de indivíduo autônomo, críticos e criativo. Alunos que pensam de forma fragmentada e sim, de forma global e sistematizada, tendo o educador como seu aliado neste processo de aprendizagem contínua.

REDE METODISTA NO CONTEXTO EDUCACIONAL

A Rede Metodista foi criada oficialmente pelo XVIII Concílio Geral da Igreja Metodista no Brasil em 2006.

Formada por duas universidades, três centros universitários, faculdades integradas, além de unidades de educação básica e outras especiais, como a

Escola de Música de Piracicaba “Maestro Ernst Mahle” traz consigo a tradição de inovações pedagógicas, e o comprometimento com os princípios e valores cristãos, buscando a qualidade em todos os níveis educacionais.

No Brasil, a rede conta com 50 instituições educacionais em dez estados, chegando a mais de 60 mil alunos na educação básica, ensino técnico e educação superior, no ensino presencial e a distância. Mundialmente, a educação metodista está presente em mais de 60 países nos cinco continentes, com mais de 700 instituições.

Um dos objetivos da rede é possibilitar que os valores cristãos sejam utilizados em benefício da sociedade brasileira. A Igreja Metodista entende a educação como “o processo que oferece formação melhor qualificada nas suas diversas fases, possibilitando às pessoas o desenvolvimento de uma consciência crítica e seu comprometimento com a transformação da sociedade, segundo a

Missão de Jesus Cristo”.

A Rede Metodista se pauta numa educação permanente capaz de capacitar os cidadãos a serem agentes de transformação na sociedade viabilizados através de projetos que coloca o aluno em contato real com a comunidade, permitindo a aplicação do que foi aprendido em sala de aula.

Ao considerar tal perspectiva, o colégio Metodista Granbery tem, ao longo dos seus 121 anos, procurado qualificar os seus profissionais. Segundo seus fundadores o fim básico da existência do Granbery é inspirar a vontade de pensar e ser livre para pensar.

O Granbery prima pela ação construtiva do conhecimento e da interação como ponto de fortalecimento das relações interpessoais. O conhecimento é construído colaborativamente, partindo de uma proposta que prioriza a reflexão e a criação de novas situações de aprendizagem.

PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROFESSORES GRANBERYENSES E A EAD

As características da sociedade atual demandam uma educação que não deve, de forma alguma, estar mais e tão somente atrelada a recursos tradicionais e estagnados. É cada vez mais complexa a relação que se tem entre o profissional da Educação e o público com que ele se relaciona. Tudo isso configura num processo de Ensino-Aprendizagem complexo e até mesmo difícil quando se considera a Educação como um desafio em pleno Século XXI.

E mediante a essa situação panorâmica que a Educação vem exigindo a necessidade da aprendizagem contínua. Essa esfera que prioriza o contínuo da prática pedagógica e da co-aprendizagem do Educador será cada vez mais exigida ao longo da vida do profissional, de forma seguida, mais inclusiva, incorporando dimensões antes menos integradas ou visíveis como as competências intelectuais, afetivas e éticas.

Neste contexto, a sala de aula deixou de ser um espaço onde se transmitem conhecimento, passando a ser um espaço onde se procura e se produz conhecimento, para isso é fundamental que o professor crie, estruture e dinamize situações de aprendizagem e estimulem a aprendizagem e autoconfiança dos alunos, de forma a proporcionar uma aprendizagem individual e autônoma.

Dentro dessa perspectiva educacional, o Suporte Pedagógico em Tecnologia Educacional apresentou uma proposta de Formação Continuada de Professores, visando capacitar os professores da Instituição e aperfeiçoando a sua prática no cotidiano escolar.

Um dos nossos objetivos é propor um ciclo de estudo, cujo objetivo é discutir e refletir as questões que emergem no contexto educacional atual.

Para que esses objetivos fossem cumpridos, foram necessárias algumas estratégias específicas que exigiram do participante do Curso de Formação Continuada assiduidade, leitura e participação nas atividades oferecidas.

Na função de supervisora pedagógica da tecnologia educacional, propomos, juntamente com a assessoria de português (professor Luis Carlos) e coordenadores dos segmentos, ao longo do ano de 2010, oferecermos ao corpo docente da instituição, cursos de formação continuada, com duração mínima de 40 horas, na modalidade à distância.

As temáticas foram discutidas com as coordenações pedagógicas, dentro da necessidade e perspectiva educacionais da instituição.

Foi estabelecido, após análise da equipe pedagógica que no ano de 2010 trabalharíamos com temáticas voltadas para a Língua materna e suas vertentes.

O primeiro curso teve como título Língua Portuguesa e Ensino: Reflexões e Estratégias.

Curso 1ª Etapa
Tema    Língua Portuguesa e Ensino: Reflexões e Estratégias
     
Objetivo    Levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de
     mudanças no trabalho com a língua.
     
Proponente    Luis Carlos – Assessor Português-
     Luciene Mozzer – Sup. Ped. Tec. Educacional
     
Modalidade    EaD – Moodle Granbery
     
Duração    40 horas
     
Data    07/06 – 05/07
     
Encontros    07/06 – segunda feira – 18:00 / 19:30
Presenciais    21/06 - segunda feira – 18:00 / 19:30
 
     05/07 - segunda-feira – 18:00 – 19:30
     
Local    Laboratório de informática a definir
     
Público    Professores Educação Infantil
Professores 1ª Fase Ensino Fundamental
Alvo    Professores 2ª Fase Ensino Fundamental - Português
     

A presente proposta teve por objetivo levar o profissional de Educação a refletir sobre alguns aspectos que norteiam a disciplina de Português bem como aprimorar o trabalho em sala de aula quando se refere ao Ensino de Língua Materna.

Tivemos uma participação efetiva dos professores. Estiveram presentes os profissionais da Educação básica. Participaram ao todo 30 professores.

Usamos a plataforma Moodle para realizar o curso, disponibilizado no servidor da instituição e conto com o apoio de suporte do Núcleo de tecnologia do Granbery.

O curso esteve hospedado no endereço: http://ead.granbery.edu.br

Distribuímos o curso em 6 momentos:

Momento 01: Introdução a EAD – “Conhecendo a EaD”.

Momento 02: O Ensino da Língua Portuguesa em Debate – Pespectivas.

Momento 03: O papel da leitura na aprendizagem da escrita.

Momento 04: Oralidade e escrita.

Momento 05: Alfabetização e Letramento.

Momento 06: Avaliando o curso.

Utilizamos, no decorrer do curso, alguns textos que foram selecionados de acordo com o interesse do grupo. A análise foi realizada criteriosamente de acordo com a temática do momento.

Os momentos tiveram a duração aproximada de dez a quinze dias. Ao final do curso fizemos um fechamento com uma oficina denominada “Conversando com professores leitores”.

No momento da avaliação contamos com o depoimento de vários professores. Abaixo destacamos alguns:

“Foi um curso com conteúdo enriquecedor, atual e dinâmico.”

“Apenas agradecer e reafirmar que está sendo prazeroso e significativo. Bjo!”

“Os encontros presenciais foram muito importantes. Essa interação entre os profissionas foi um dos fatores mais importantes para sugerirmos mudanças efetivas nos seguimentos, a discurssão coletiva irá proporcionar mudanças reais na instituição beneficiando a todos os envolvidos.

“Mais uma vez parabéns pela iniciativa, Lú e Luis. “

“Gostei muito da oportunidade que a Instituição nós deu para fazermos essa capacitação.Obrigado por tudo.”

“Mas, achei o curso muito bom, a princípio fiquei inibida em participar mas, depois fui me sentindo mais a vontade. Acho que tenho receio de parecer para os outros participantes que quero aparecer. Mas, depois vi que todos participavam também e comecei a me expressar melhor independente se estava ou não agradando.

Beijos e valeu “

“Foi bom passar um tempinho conversando mais profundamente sobre nossas inquietações, gostei de trocar ideias, comentar as dúvidas e pensarmos em crescimento na nossa prática pedagógica. “

“Foi riquissímo o meu aprendizado com este curso. Os desafios, de certa forma, nos mostram que temos força e que somos capazes de vencer. “

“Foi maravilhoso conviver on- line com esta turma tão comprometida e interessada. Estar ao lado de vocês tornou a caminhada mais alegre e construtiva.”

“Luis e Lú, parabéns mais uma vez pela iniciativa e pela paciência em nos orientar. Valeeeeu!”

“Já "estava" na minha rotina todo dia dar uma olhada na plataforma e tomar um café. Agora, que deu uma pausa, vou sentir falta!!”

“Nosso empenho em aprimorar o conhecimento é motivado pelo incessante desejo de tornar a Educação uma prática social que aflore verdadeiramente no coração de todos aqueles que com ela estão comprometidos.”

”E nada mais gratificante do que dividir momentos como os que tivemos e cujo objetivo transcendeu simples encontros e leituras. Essa oportunidade nos fortaleceu e nos possibilitou compartilhar novas experiências, tendências e práticas de ensino.”

”Saber mais do trabalho desenvolvido por vocês é, sem dúvida, um dos mais importantes aprendizados que adquirimos.”

“Não consigo ver esse encerramento como o "fim". Só consigo ver que estamos diante de um começo e recomeço enquanto educadores.”

“Diante de tantas reflexões, tenho certeza que não seremos os mesmos de antes, mas seremos ainda melhores naquilo que já fazemos com tanto zêlo. “

“Vejo um caminho de muito aprendizado, onde acertos e erros ocorrerão, mas o importante é que estamos nos movendo para frente. E o importante é não parar. “

“Lú, valeu pelos textos, pelos "toques", pela paciência, pelo seu "jeitinho de dizer as coisas"...queremos mais.”

“Luiz, tem pessoas que nos cativam no primeiro encontro. E com você foi assim. Chegamos no Granbery na mesma época. Os primeiros professores com que tive contato foi você e a Antonia. Nos encontramos para montar nosso horário, lembra? E eu não me enganei. Você é uma pessoa maravilhosa e um excelente profissional. Fico feliz por tê-lo como colega de trabalho.”

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No que tange à forma a EAD pode contribuir para o processo de formação continuada dos professores da rede particular de ensino, apresentando um levantamento da EaD e sua perspectiva na evolução da educação, bem como, a sua importância no processo de formação continuada docente, pôde-se identificar que a EaD é uma modalidade que contribui para a formação continuada dos professores, pois permite ao professor se tornar um agente ativo no seu processo de aprendizagem refletindo na sua prática.

Acreditamos no reencantamento da educação, na reconstrução do saberes, na articulação com o outro, onde o espaço virtual e as TIC’s podem ser interessantes no fazer educativo.

É preciso pensar em projetos de formação de professores que lhes garanta condições de compreensão e atuação em diferentes fases do processo de organização da sua prática pedagógica. Uma formação abrangente e orientada que envolva o conhecimento do processo pedagógico, a seleção e adequação da proposta de curso ou disciplina às especificidades dos meios tecnológicos e envolvidos, a gestão do processo educacional em rede; a condução dos processos e estratégias para acolhimento e permanência dos alunos em estado de aprendizagem permanente; entre tantas outras necessidades que são específicas dos múltiplos tipos de ofertas de modalidades de cursos a distância.

Se procurarmos desenvolver cursos de formação de professores a distância utilizando as possibilidades tecnológicas, oferecendo uma educação de qualidade, poderemos proporcionar ao educando uma educação de qualidade, onde os novos papéis desejados no contexto educacional atual serão contemplados, resultando na preparação do educando para o exercício da cidadania e qualificando-o para o trabalho.

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